quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Mais um poema do livro

Mais um poema de Papel a Mais

Imensidão

Poema arrabidino

Teu canto
sem princípio e sem fim:
todas as coisas existindo
para além de si mesmas.

Um sol no alto quase a pino
dando à luz um repouso
nas sombras das ramagens
sob os verdes entre os verdes sobre o chão.

Teu silêncio
diante de um espelho que te dá
em imagem do mundo
o sonho que trazias.

Em “sobrevive!”
quem virá esta esperança redimir
de ter amado tanto o impossível?

Pouco! Muito pouco sempre um homem
sulcando espaços infinitos
na vastidão imensa dos destinos!

Por isso enquanto
a teia de tudo obedecer
à lei do movimento em que respiras
teu canto há-de ser em ti a vida.

Sem fim. E mesmo sem princípio.
R.V.

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