sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Amigos e «Papel a Mais» (II)

É  agora a vez de Olegário Paz, activo colaborador do blogue de Manuel Medeiros Chapéu e Bengala, enviar o seu testemunho sobre o lançamento de Papel a Mais no dia 27 de Novembro, na Casa dos Açores. Obrigado. Volte sempre!

Lançamento de Papel a Mais

Papel a Mais teve, ontem, Sexta-feira, uma estreia de arromba. Mucifal em peso, inclusive o Weber que tinha vindo a Lisboa participar numa homenagem a Melo Antunes. E não só, pois lá estava boa parte do pessoal que costuma ir às actividades semanais da Casa dos Açores e muitos setubalenses amigos de Manuel, além de gente ligada ao mundo da edição, escritores, editores e outros agentes do meio do livro. Abriu e conduziu a sessão Paulo Enes da Silveira em nome do presidente, e foram tomando a palavra uns após outros, o editor Francisco Abreu, Eduíno de Jesus, Margarida Braga Neves, Luís Guerra que haveria de ler um interessante texto do livreiro Jaime Bulhosa, retido em casa por questões de saúde, acolitados pelo Simas com leitura de poemas que seleccionou, e o Esaú Dinis a pedido de quem também eu li as três pequenas poesias que sendo das primeiras que Manuel Pereira compôs atravessaram o tempo e chegaram a Papel a Mais, pela mão de Resendes Ventura. Explorando mais este ou aquele aspecto do livro, a tónica comum foi o comprazimento pela sua publicação. No fim, o ‘velho livreiro’ agradeceu sensibilizado a todos, desde os presentes na sessão de lançamento aos que colaboraram no livro e tudo fizeram para que fosse publicado, em especial à Fátima Medeiros, sua mulher.

Uma pequena nota de pormenor: Esaú, abriu e fechou o seu discurso com a frase «Era uma vez um livreiro que gostava de ler e se fez mediador da leitura, enquanto escrevia poemas para se salvar» e confessou, à maneira de introdução. «Aceitei a incumbência de descobrir, entre os papéis de um livreiro, elementos que revelassem a persistência de um tempo que ficou lá atrás, semeado nas décadas de 50 e 60, e lá longe em terra e mar dos Açores, tendo por eixo principal o “banho de fraternidade”, que Manuel Pereira, que não Resendes Ventura, viveu, em boa companhia, no Seminário de Angra.»

Olegário Paz

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