sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Ao fim do DIA DAS LIVRARIAS - II

Livrarias independentes? Significando pequenas livrarias com carácter tão tradicional como o das mercearias que fecharam arruinadas pela invasão das grandes superfícies?
Há neste caso das livrarias um factor que exige atenção: o comércio do livro foi desde sempre muito prejudicado, e sob vários aspectos, ao ser entendido e entender-se a si próprio nessa boa qualidade de comércio lojista praticamente igual ao da mercearia. O específico não contou o suficiente para, inclusive, a livraria ser devidamente rentável e avançar por esse país dentro, acompanhando a alfabetização. Ao evoluírem as pessoas não se recusam a ler, pelo contrário. Algo falhou.
Há ou não um específico carácter da livraria que possa servir de ponto de partida para uma afirmação de que, ao contrário das mercearias, as livrarias independentes continuarão a ser necessárias?
O que se pode avançar, como análise teórica e prática, para chegar sobre o futuro a um olhar que se não queira nem catrastrofista nem utópico?
O futuro das livrarias independentes só pode ser assegurado por leitores e livreiros com bons níveis de leitura.
Neste momento?
Não vale a pena fugir ao que se vê e se sabe.
Em estado embrionário apenas, uma tomada de consciência da exigente competência do livreiro.
Mais embrionário ainda o movimento de solidarização dos livreiros, sendo que esta é decisiva para a sobrevivência de cada um. O «cada um por si e deus por todos» continua firme, mas seria fatal não o vencer e rapidamente.
E quanto aos leitores?
Ou muito me engano ou estamos numa situação muito crítica com a nossa massa crítica. Venha cada um dizer-nos o que consigo se passa.
Os nossos leitores categorizados não estão a conseguir ler quase nada, salvo raras excepções. Porquê? Anda por aí na nossa sociedade uma pandemia a empobrecer-nos de bons leitores. Excluo os que podemos de algum modo reconhecer como intelectuais? Pelo contrário, é sobretudo a eles que desejo encarecidamente pedir resposta à pergunta: «o que se passa convosco». Ninguém melhor do que os intelectuais sabe o que deve ler, mas do que lhe anda a escapar não sabe só ele. É impossível no que se lê e se ouve não perceber as falhas.
A crise vai melhorar a situação? Lembremo-nos daquela entrevista de Beata Cieszynska e José Eduardo Franco a George Steiner que a Ler publicou no seu n.º 100:

O problema do colapso económico pode ter consequências muito boas. Quando as coisas estão mal, muito mal, as pessoas começam a ler com seriedade, a ler melhor.

L. V.

AO FIM DO DIA DAS LIVRARIAS

1

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«tenho em mim todos os sonhos do mundo»

13.Junho.1888-30.Novembro.1935

1.Fevereiro.1937-30Novembro.1995

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«no amor a reconciliação com o mundo.»

2

Para ver e ouvir até ao fim
http://cadeiraovoltaire.wordpress.com/2012/11/30/queridos-libreros/
http://www.elcultural.es/videos/video/974/LETRAS/Queridos_libreros

30 de Novembro-DIA DAS LIVRARIAS-2012

faz favor de
ENTRAR!

 

Em Dia das Livrarias a
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presta homenagem a todos os leitores

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http://chapeuebengala.blogspot.pt/
http://www.josesaramago.org/
http://encontrolivreiro.blogspot.pt/

E JÁ A PENSAR 30 DE NOVEMBRO DE 2013…
30 de Novembro
é o nosso dia, o Dia das Livrarias.

É também um dia de todos os leitores, dos que nos visitam frequentemente e dos que só de vez em quando podem aparecer.

Um dia em que as portas abertas das livrarias são um convite à simpatia mútua entre os livreiros e um público apreciador da função das livrarias numa sociedade que se quer mais culta através da leitura.

As livrarias estão abertas para difundir o livro e a leitura.

No Dia das Livrarias, entrar numa livraria é simultaneamente um acto de culto ao livro e uma tomada de consciência de quanto a ele devemos.
A livraria guarda o segredo dos livros que são nossos.

Faz favor de entrar!

(Adaptação do espanhol  - http://www.diadelaslibrerias.es/)

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

DIA DAS LIVRARIAS

30 de Novembro

faz favor de ENTRAR!

 
A Fundação José Saramago, em parceria com o movimento Encontro-Livreiro, transporta esta ideia para Portugal e convida todos os livreiros a associarem-se a ela, fazendo do dia da morte de Fernando Pessoa um dia de vida, para que as livrarias se encham de visitantes, contrariando a tão real crise que leva tantos a temer o fecho iminente desses espaços de cultura.

 

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30.NOVEMBRO.1935

30.NOVEMBRO.1995

E não é que Fernando Assis Pacheco se juntou à festa do Dia das Livrarias, com a ajuda do filho João? Aqui vai a mensagem que o João Pacheco nos escreveu. Com saudades, todos.

http://www.josesaramago.org/

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Faz favor de entrar!

 

30 de Novembro é o nosso dia, o Dia das Livrarias.

É também um dia de todos os leitores, dos que nos visitam frequentemente e dos que só de vez em quando podem aparecer.

Um dia em que as portas abertas das livrarias são um convite à simpatia mútua entre os livreiros e um público apreciador da função das livrarias numa sociedade que se quer mais culta através da leitura.

As livrarias estão abertas para difundir o livro e a leitura.

No Dia das Livrarias, entrar numa livraria é simultaneamente um acto de culto ao livro e uma tomada de consciência de quanto a ele devemos.
A livraria guarda o segredo dos livros que são nossos.

Faz favor de entrar!

(Adaptação do espanhol  - http://www.diadelaslibrerias.es/)

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Fotos ENCONTRO LIVREIRO 

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clip_image004[4] Entrega do 1.º DIPLOMA «LIVREIROS DA ESPERANÇA» Encontro-Livreiro 2012
Do outro lado ao telefone está um livreiro
já muito doente mas numa hora feliz
Jorge Figueira de Sousa

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Livraria Esperança, Funchal
FOTO
http://cadeiraovoltaire.wordpress.com/
Segunda-feira, 21 de Novembro de 2011

80 ANOS: um LIVREIRO de quem todos nós
que somos os livreiros portugueses
nos devemos orgulhar

Consultas:
http://encontrolivreiro.blogspot.pt/
http://chapeuebengala.blogspot.pt/
- Novembro  2011 / Março 2012


quarta-feira, 28 de novembro de 2012

SEM PERDA DE TEMPO

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http://www.josesaramago.org/

http://encontrolivreiro.blogspot.pt/

http://edicaoexclusiva.blogspot.pt/

TAMBÉM AS LIVRARIAS… SE IBÉRIA

 

El día de las librerías

http://www.cegal.es/textos/paginaParrafos.php?codigo=1

http://www.diadelaslibrerias.es/

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Da Catalunha vieram-nos rosas para o lançamento em Portugal do Dia Mundial do Livro. A mesma Catalunha que há poucos dias andou em eleições a discutir se passava de região a estado independente…

Passarem de autonomias a independências as regiões ibéricas criariam a Ibéria, porventura com vantagens para todos? Talvez fosse mais fácil todos se conhecerem, respeitarem e juntos progredirem. De tão perto as ideias chegando tarde…

 

Não nos dispersemos.

Só em cima do acontecimento este conhecimento de que em Espanha o 30 de Novembro é Dia das Livrarias, em 2.ª edição na próxima sexta-feira.

 

Não nos dispersemos.

Mas é uma iniciativa que leva de imediato à pergunta:

devemos/podemos importá-la?

 

Não nos dispersemos.

Mas arrisquemo-nos a uma impossível tradução:

CEGAL (Confederación Española de Gremios y Asociaciones de Libreros)

Confederação Ibérica de Grémios e Associações de Livreiros.

L. V.

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

NA CASA DA CULTURA COM RÓMULO DE CARVALHO/ANTÓNIO GEDEÃO

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Amigos,

no seguimento da exposição aqui anunciada, será apresentado o livro de Cristina Carvalho António Gedeão / Rómulo de Carvalho – Príncipe Perfeito.

A CULSETE vai colaborar.

Em 2006, aquando da sessão que na nossa livraria se realizou comemorativa do centenário do seu nascimento, afirmámos que Rómulo de Carvalho o considerávamos uma das mais ricas personalidades do século XX português. De cada vez que revisitamos a sua obra mais se aprofunda a nossa convicção.

É já na próxima sexta-feira, 9 de Novembro p. f., às 21,30 horas.

Apareçam na Casa da Cultura de Setúbal!

FRM/MM

terça-feira, 6 de novembro de 2012

LIVRARIA TRAGA-MUNDOS: 1.º ANIVERSÁRIO

http://traga-mundos.blogspot.pt/2012/11/1-ano-agradecimentos.html

 

Dar parabéns a António Alberto Alves pela sua Traga-Mundos e apoiar a divulgação do que ontem e hoje nos veio dizer no seu blogue.

Tomo isto por minha obrigação. Podia aduzir vários motivos. Só a um, para que o destaque, vou invocar e em forma de pergunta: porque é que, se uma livraria fecha, as bandeiras são hasteadas, naturalmente que a meia haste, e quando uma livraria nasce ou vem assim confirmando num 1.º aniversário a validade do seu projecto e a decidida vontade de persistir não há bandeira no alto, nem sequer uma palavrinha em pequena notícia? Será que ainda abrem livrarias e livrarias que persistem nos seus projectos tão comerciais quanto culturais?

Parabéns, colega! 
E obrigado!
Pela sua capacidade de acreditar no seu projecto e no seu trabalho.
Por nos agradecer os nadas.
E muito por nos dizer:
«
Viemos para ficar, apesar do contexto».

Livreiro Velho

sábado, 3 de novembro de 2012

MESTRE JOSÉ RUY: o respeito por uma grande obra e sem paralelo sob muito diversos aspectos


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Se neste fim-de-semana puderes e quiseres visitar a exposição central do 23.º Festival Internacional de Banda Desenhada da Amadora é possível que lá encontres Mestre José Ruy (Fórum Luís de Camões – Núcleo Central de Exposições).

 

 

clip_image004[4]Foto de Arquivo CULSETE

José Ruy e D. Fernanda

ao chegar à livraria no Dia do Livro Infantil de 2011

 

Se tal acontecer, peço-te empenhadamente que lhe leves um abraço meu, abraço que ele bem sabe que é de amigo, grato pela sua amizade, mas também muito mais e a isso é que venho: se imensa a admiração pela pessoa, imensa também a admiração pela obra.

Se o tema “autobiografia”, com as pranchas de Peregrinação, é que é a específica aproximação a José Ruy neste Festival Amadora BD 2012, da colecção de álbuns que aqui por casa fomos compondo a partir desse histórico álbum (1.ª edição 1981),  aquele que me fica diante dos olhos, no alto da monumental torre, é naturalmente o último: Leonardo Coimbra e os Livros Infinitos. A curiosidade em melhor conhecer a vida e obra do filósofo do Criacionismo (pouco mais sobre ele sabia…) levou-me a ter por perto este álbum desde há cerca de um ano, isto é, desde que foi editado, apontando-me à atenção de leitura o que podia ilustrar-me, como, por exemplo, o importante ensaio de Miguel Real em O Pensamento Português Contemporâneo 1890 – 2010 (INCM, 2011).

 

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Admito, evidentemente, a minha ignorância e ao tentar ultrapassá-la, convido outras pessoas que porventura se reconheçam em uma sua, talvez igual ou parecida, a folhear tranquilamente este álbum. Mas agradeço que não se limitem a saber o de Leonardo Coimbra, queiram também admirar o quanto da arte e engenho de José Ruy aqui se revela. Arte e engenho do artista plástico. Arte e engenho na criação narrativa.

Desde sempre este dom de compor narrativas me espantou neste nosso grande mestre da banda desenhada. E a seriedade, vastidão e segurança das suas pesquisas?

 

clip_image008[4] Foto Arquivo CULSETE

Sessão em 19.Junho. 2004

Homenagem a Aristides de Sousa Mendes

com apresentação do álbum de José Ruy sobre o herói

 

Gostaria de voltar a estes temas. Por muito saber e perceber da actividade e obra de José Ruy? Não, não é isso. Há especialistas. Apenas um desejo de muito dizer o que conheço, sinto e penso. Por gosto e por muito querer reconhecimento e proveitosa divulgação de uma obra invulgar.

 

clip_image010[4]Foto de Arquivo CULSETE

Comemorando na Livraria em 2004
o Dia Mundial do Livro e o 25 de Abril

 

Gostaria de voltar. Espero voltar. Até porque José Ruy é natural da Amadora, que dele se vem orgulhando e o tem muito justamente homenageado, mas a sua ascendência setubalense também nos dá, a todos os que por setubalenses nos entendemos, o direito ou talvez obrigação de honrar e homenagear um Mestre.

Um abraço, amigo e senhor José Ruy, nestes dias da 23.ª edição do Festival de BD da Amadora, cuja longa vida tanto lhe deve. Desde o início.

L. V.