sábado, 3 de novembro de 2012

MESTRE JOSÉ RUY: o respeito por uma grande obra e sem paralelo sob muito diversos aspectos


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Se neste fim-de-semana puderes e quiseres visitar a exposição central do 23.º Festival Internacional de Banda Desenhada da Amadora é possível que lá encontres Mestre José Ruy (Fórum Luís de Camões – Núcleo Central de Exposições).

 

 

clip_image004[4]Foto de Arquivo CULSETE

José Ruy e D. Fernanda

ao chegar à livraria no Dia do Livro Infantil de 2011

 

Se tal acontecer, peço-te empenhadamente que lhe leves um abraço meu, abraço que ele bem sabe que é de amigo, grato pela sua amizade, mas também muito mais e a isso é que venho: se imensa a admiração pela pessoa, imensa também a admiração pela obra.

Se o tema “autobiografia”, com as pranchas de Peregrinação, é que é a específica aproximação a José Ruy neste Festival Amadora BD 2012, da colecção de álbuns que aqui por casa fomos compondo a partir desse histórico álbum (1.ª edição 1981),  aquele que me fica diante dos olhos, no alto da monumental torre, é naturalmente o último: Leonardo Coimbra e os Livros Infinitos. A curiosidade em melhor conhecer a vida e obra do filósofo do Criacionismo (pouco mais sobre ele sabia…) levou-me a ter por perto este álbum desde há cerca de um ano, isto é, desde que foi editado, apontando-me à atenção de leitura o que podia ilustrar-me, como, por exemplo, o importante ensaio de Miguel Real em O Pensamento Português Contemporâneo 1890 – 2010 (INCM, 2011).

 

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Admito, evidentemente, a minha ignorância e ao tentar ultrapassá-la, convido outras pessoas que porventura se reconheçam em uma sua, talvez igual ou parecida, a folhear tranquilamente este álbum. Mas agradeço que não se limitem a saber o de Leonardo Coimbra, queiram também admirar o quanto da arte e engenho de José Ruy aqui se revela. Arte e engenho do artista plástico. Arte e engenho na criação narrativa.

Desde sempre este dom de compor narrativas me espantou neste nosso grande mestre da banda desenhada. E a seriedade, vastidão e segurança das suas pesquisas?

 

clip_image008[4] Foto Arquivo CULSETE

Sessão em 19.Junho. 2004

Homenagem a Aristides de Sousa Mendes

com apresentação do álbum de José Ruy sobre o herói

 

Gostaria de voltar a estes temas. Por muito saber e perceber da actividade e obra de José Ruy? Não, não é isso. Há especialistas. Apenas um desejo de muito dizer o que conheço, sinto e penso. Por gosto e por muito querer reconhecimento e proveitosa divulgação de uma obra invulgar.

 

clip_image010[4]Foto de Arquivo CULSETE

Comemorando na Livraria em 2004
o Dia Mundial do Livro e o 25 de Abril

 

Gostaria de voltar. Espero voltar. Até porque José Ruy é natural da Amadora, que dele se vem orgulhando e o tem muito justamente homenageado, mas a sua ascendência setubalense também nos dá, a todos os que por setubalenses nos entendemos, o direito ou talvez obrigação de honrar e homenagear um Mestre.

Um abraço, amigo e senhor José Ruy, nestes dias da 23.ª edição do Festival de BD da Amadora, cuja longa vida tanto lhe deve. Desde o início.

L. V.

 

 

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