domingo, 3 de fevereiro de 2013

Editar é ser responsável em liberdade por?… Ou o roubo dos cravos das espingardas…

 

Bárbara Bulhosa, editora e proprietária da Tinta da China Edições.
Foto do «Clube da Alice»

A minha revolta não é contra os generais, porque é evidente que estão no seu papel de..., quaisquer que sejam as sujidades ou limpezas das suas mãos.
O meu problema é com a ordem jurídica em que se vive aqui, neste país sem espingardas onde ver cravos de liberdade... Onde estão os portugueses com autoridade de pensamento e acção?
Identificar,
identificar,
identificar
quem redige leis,
quem as estuda, discute e as leva à aprovação de quem as pode votar sem as estudar, sem competências críticas, sem responsabilidade nas consequências...

Destacar, enaltecer, louvar quem ainda é capaz de produzir uma boa lei.
Oh! a morte da democracia nas leis que combatem crimes (criam crimes!...), figuras jurídicas, e não os criminosos!...

E a fase seguinte, a de aplicar?...
Os casos em que, por ideologia se pode...
E problemas de interpretação temperamental ou de deformação da vista - «aí vem um admirador» - diz o actor, em vez de «aí vem o Principezinho».
Deformação profissional do ladrão que vê só presas ou polícias... Sendo que ao contrário, se for igual, fica muito parecido...

O que se pretende discutir, na teoria e prática jurídica portuguesa, ao elevar Bárbara Bulhosa a esta dignidade de sucessora dos antigos editores dos tempos da mordaça?
Vamos a ver...
E a ouvir. Assim, sem calar a revolta, a perguntar, a reflectir e discutir, em pública solidariedade das GENTES DO LIVRO.
L. V.