terça-feira, 23 de abril de 2013

NO SEU DIA MUNDIAL OS NOSSOS LIVROS A PERGUNTAR PELOS LEITORES

Ficheiro:Johannes Gutenberg.jpgJohannes Gutenberg

 

Anda por aqui há um mês, eu é que me tenho afastado. Por isso, do novo volume de obras de Steiner que vem editando a Gradiva, poucas páginas ainda li. Sobre a Dificuldade e outros ensaios: um livro com 40 anos e só agora?!... Actual e por isso publicado? Ou chega-se a ser um Steiner e há público assegurado? A questão talvez mereça alguma atenção, mas preferi afastar-me dela, querendo ir para o último ensaio do volume. Para o ler hoje, precisamente por ser hoje o dia que é, levei-o debaixo do braço, sabendo que no tratamento ia ter aquela hora de tranquilidade entre começar e acabar.

 

O texto de Steiner intitula-se “Depois do livro?”. por ser anterior a tudo o que já se viu e mais se disse dos anos setenta até hoje, Dia Mundial do Livro de 2013, é um texto claramente desactualizado e que no entanto gostei de ler.

Não venho por fazer comentários, embora talvez deva fazer esta citação: “O que devemos tentar fazer é que aqueles que querem aprender a ler plenamente tenham essa possibilidade”. Cito antes de citá-lo no fim, só para, antes de ao ponto a que desejo chegar, dizer que não tenho a preocupação do pensamento original, apenas a de pensar cá comigo, aproveitando a cabeça que me calhou. Porque se o livro e a livraria chegam ao fim e a leitura cresce, a leitura que faz crescer a humanização e não apenas a útil…

 

O Dia Mundial do Livro nasce do que desde o início me chegou em mensagem: a festa dos livros da Catalunha, uma rosa e um livro.

Aonde a festa? Nas livrarias. Mas o que deu para entender foi que é festa dos leitores, o público com as livrarias e as livrarias com público.

Dizê-lo uma vez e outra vez: salvar o livro, salvar livrarias não me parecem necessários objectivos. A leitura é que nos justifica. Uma sociedade sem leitura vai para onde?

Leitores! Leitores! Isso é que é preciso salvar da extinção. E sendo que ler não é como ouvir e falar, tem de ser cultivado. Ler é um vício

Ouviram falar num Plano Nacional de Leitura? Um projecto ambicioso.

Reler hoje, Dia Mundial do Livro, o documento que o criou e ficar imaginando que as Gentes do Livro se decidem: “O que devemos fazer é que aqueles que querem aprender a ler plenamente tenham essa possibilidade”.

L. V.

terça-feira, 2 de abril de 2013

ENCONTRO LIVREIRO – CONTAGEM DECRESCENTE

Imagem intercalada 1

Adiado do último de Março para o primeiro domingo de Abril, sendo já hoje o dia 2 deste novo mês, o tão caro Dia de Andersen, está em contagem decrescente o nosso IV Encontro Livreiro, mas, para que possa nele participar presencialmente, quero crer que também em decrescente a da minha alta do HSB, onde uma boa recuperação ainda me retém.

Esta mensagem vai neste tom, chamar-lhe-ão estilo epistolar, o simples tom da convivência comum, a normal, em que tudo à conversa trazemos, por exemplo uma banalíssima banalidade ou uma grandiosa pergunta acerca da última teoria sobre a origem do universo, logo seguida de uma queixa sobre a sopa que me esqueci de guardar no frigorífico e azedou.

Espero que ninguém me leve a mal. Creio que muitos dos entusiastas do nosso convívio livreiro leva a bem e é por eles. Com efeito… Desde 14 de Janeiro p.p. que o forte carinho que me foi manifestado por muitos aderentes ao nosso movimento mereciam que em tom pessoal e simples correspondesse como uma palavra ao modo amigo como me trataram. Isso me permite e até talvez impõe este tom. Para este meu simples vir dizer que que a minha contagem decrescente esta a ser dupla.
Vir dizer. É que…

Gostaria de bem vincar que o Movimento Encontro Livreiro nasceu como Convite às Gentes do Livro para em Convívio virem à Culsete em Setúbal tomar um Moscatel.
Um ponto de partida mais simples não podia haver; uma tarde tão bem passada e válida não esquece.

O Livreiro Velho, com o precioso apoio de Fátima Ribeiro de Medeiros, mais um vez tem o gosto e a honra de repetir o Convite para um Moscatel, dirigindo-o a todos os que a si mesmos se entendam como Gentes do Livro e queiram participar neste IV Encontro.

Se o IV Encontro Livreiro decorrer como os três anteriores, trazendo, embora ainda muito pequena, uma já rica história, irá dizendo aquilo para que nasceu: juntos podermos passar anualmente em Setúbal um agradável Último Domingo de Março e juntos acrescentarmos essa referida pequena história.

Ideias, iniciativas, outros modos de encarar e moldar o futuro até podem nascer. Não tanto a nascer do próprio Encontro Livreiro, em sua qualidade de movimento que apenas pretende ser convívio agradável e enriquecido pelo contributo de todos, mas das pessoas.

Das pessoas que participam e acreditam em si, como grupo empenhado. De cada uma das pessoas a começar por sua casa ou seu ofício. Tem neste sentido significado relevante o recente Encontro Livreiro de Trás-os Montes e Alto Douro.

O IV Encontro Livreiro significa que muitos de nós estamos por novos paradigmas no nosso Mundo dos Livros e da Leitura.

Livreiro Velho

ENCONTRO LIVRIERO – CONTAGEM DECRESCENTE

Imagem intercalada 1

Adiado do último de Março para o primeiro domingo de Abril, sendo já hoje o dia 2 deste novo mês, o tão caro Dia de Andersen, está em contagem decrescente o nosso IV Encontro Livreiro, mas, para que possa nele participar presencialmente, quero crer que também em decrescente a da minha alta do HSB, onde uma boa recuperação ainda me retém.

Esta mensagem vai neste tom, chamar-lhe-ão estilo epistolar, o simples tom da convivência comum, a normal, em que tudo à conversa trazemos, por exemplo uma banalíssima banalidade ou uma grandiosa pergunta acerca da última teoria sobre a origem do universo, logo seguida de uma queixa sobre a sopa que me esqueci de guardar no frigorífico e azedou.

Espero que ninguém me leve a mal. Creio que muitos dos entusiastas do nosso convívio livreiro leva a bem e é por eles. Com efeito… Desde 14 de Janeiro p.p. que o forte carinho que me foi manifestado por muitos aderentes ao nosso movimento mereciam que em tom pessoal e simples correspondesse como uma palavra ao modo amigo como me trataram. Isso me permite e até talvez impõe este tom. Para este meu simples vir dizer que que a minha contagem decrescente esta a ser dupla.
Vir dizer. É que…

Gostaria de bem vincar que o Movimento Encontro Livreiro nasceu como Convite às Gentes do Livro para em Convívio virem à Culsete em Setúbal tomar um Moscatel.
Um ponto de partida mais simples não podia haver; uma tarde tão bem passada e válida não esquece.

O Livreiro Velho, com o precioso apoio de Fátima Ribeiro de Medeiros, mais um vez tem o gosto e a honra de repetir o Convite para um Moscatel, dirigindo-o a todos os que a si mesmos se entendam como Gentes do Livro e queiram participar neste IV Encontro.

Se o IV Encontro Livreiro decorrer como os três anteriores, trazendo, embora ainda muito pequena, uma já rica história, irá dizendo aquilo para que nasceu: juntos podermos passar anualmente em Setúbal um agradável Último Domingo de Março e juntos acrescentarmos essa referida pequena história.

Ideias, iniciativas, outros modos de encarar e moldar o futuro até podem nascer. Não tanto a nascer do próprio Encontro Livreiro, em sua qualidade de movimento que apenas pretende ser convívio agradável e enriquecido pelo contributo de todos, mas das pessoas.

Das pessoas que participam e acreditam em si, como grupo empenhado. De cada uma das pessoas a começar por sua casa ou seu ofício. Tem neste sentido significado relevante o recente Encontro Livreiro de Trás-os Montes e Alto Douro.

O IV Encontro Livreiro significa que muitos de nós estamos por novos paradigmas no nosso Mundo dos Livros e da Leitura.

Livreiro Velho