sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Ao Livreiro Velho de Setúbal



Ao Livreiro Velho de Setúbal
(Sr. Medeiros, também açoriano)

Aqui a morte jaz tranquila
Como que apenas uma pausa
Para outra viagem
Brahms ecoa
Ora lamentoso e triste
Ora pensativo e filósofo
De súbito um assomo de alegria
E teu corpo magro, agora redimido
Repousa entre flores e vozes sussurradas.

Natércia Fraga
23.Outubro.2013
(Igreja do Convento de Jesus, Setúbal)

Capela do Convento de Jesus
Uma capela que nunca vira antes, apesar de ser quase (eu) filha desta cidade 
Estilo manuelino, longa, estreita, tectos altos, frescos nas paredes, e azulejos
Porta magnífica, de pedra, trabalhada com minúcia e arte
(Quem terão sido os homens que a construíram, como terão sofrido, quantos terão resistido a tão pesados trabalhos?)
Bela e calma, lugar em que até os mais ateus poderiam ouvir os sussurros dos anjos
Em noite de chuva pensativa e melancólica
De pensamentos profundos despojados sentimentos fluindo pelas mãos.
Conhecia-a hoje, na morte de um amigo
Melancólica, já saudosa, mas tranquila e celestial.


Natércia Fraga

23/10/2013

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