domingo, 15 de dezembro de 2013

A NOITE ENLOUQUECEU O SILÊNCIO, novo livro de Manuel Medeiros

 

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Já está disponível para venda o novo livro de Resendes Ventura / Manuel Medeiros, A Noite Enlouqueceu o Silêncio. Trata-se de uma coletânea de 23 poemas curtos escritos entre 1987 e 2013, que o autor incluiu nos originais publicáveis. A seleção e o trabalho textual de edição esteve a cargo da companheira do poeta, como acontecera nos dois livros anteriores,  Mãe d’Alma e Papel a Mais. A edição pertence à DDLX, de José Teófilo Duarte, e é o terceiro volume da coleção «Muito cá de casa», assumindo o nome das sessões organizadas por Teófilo Duarte na Casa da Cultura, em Setúbal, sempre nas noites de sexta-feira.

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O lançamento aconteceu na passada sexta-feira, 13 de Dezembro, o que certamente será sinal de bom augúrio para o livro. Perante um auditório de gente muito lá de casa, Viriato Soromenho Marques, amigo de longa data do poeta livreiro, fez a apresentação do livro, o que deu um toque de altíssimo nível à sessão. Contamos publicar em breve esse  texto. O editor, que enriqueceu o livro com uma ilustração de sua autoria, e António Ganhão moderaram a sessão. Fátima Ribeiro de Medeiros disse também algumas palavras acerca do livro e do seu autor. As palavras do poeta ouviram-se pela voz de Graziela Dias e Eduardo Dias,  que emprestaram a sua sensibilidade aos textos, alguns nada fáceis de dizer, confirmando as suas qualidades de diseurs.

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Os interessados em adquirir o livro podem usar este meio ou o e-mail da Culsete para o pedir (culsete@gmail.pt). Imediatamente o faremos chegar por via postal.

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Esta poesia toca as temáticas recorrentes do poeta, afinal as grandes temáticas da poesia e da literatura. O amor, a morte, as contradições humanas, a experiência de uma vida vivida em muitas dimensões e a natureza, o cosmos, passam por estas páginas, assinadas por um poeta que é também um homem de pensamento, para quem as questões metafísicas estão sempre sobre a mesa, ao lado das coisas pueris. Para abrir o vosso apetite, aqui ficam dois poemas:

Último lume

Dos gravetos que restam

Faz um último lume

No silêncio das coisas

Confirmando o destino.

 

A noite enlouqueceu o silêncio

A noite enlouqueceu o silêncio.

Amaram-se.

Quem neste sono adormeceu depois?

 

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[Fotos gentilmente cedidas por Artur Goulart]

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