domingo, 28 de dezembro de 2014

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

O Natal e os livros dão-se bem

 

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Já estamos em Dezembro.
Mês de reunião, de amizade, de família, de solidariedade.
Mês de Festa.

Mês do Natal.
Mês de abraços embrulhados em papel.
No Natal os LIVROS são o melhor presente.

Aproveite este Natal para visitar a sua livraria de proximidade.
Visite-nos. Estamos abertos durante os sete dias da semana.
Temos propostas de leitura irrecusáveis.
Não se esqueça de que O NATAL E OS LIVROS DÃO-SE BEM.

BOAS FESTAS COM LIVROS

CULSETE – A PAIXÃO DA LEITURA

 

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Ainda o Dia da Livraria e do Livreiro na Culsete

 

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O Dia da Livraria e do Livreiro correu muito bem na Culsete. Abrimos a porta às 10 horas e pouco depois recebíamos  o primeiro leitor, o João. E foi assim durante todo o dia, com gente a entrar, a permanecer, a sair, até às 19 horas.

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O Henrique Silva e…

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…a Virgínia Costa foram dois grandes animadores, prendendo-nos a todos  do início até ao final das suas intervenções. Obrigado a ambos pela generosidade e disponibilidade. Não é fácil dizer poesia ou cantar e tocar durante mais de três horas, sempre com a frescura e o entusiasmo da primeira palavra ou da primeira nota.

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Tivemos connosco os sorrisos e a atenção das crianças…

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… a felicidade da juventude…

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… a alegria de todos.

Vieram ter connosco leitores fieis, os amigos de todos os dias. E alguns que já não passavam cá há algum tempo. E novos leitores. Apareceu na Culsete gente que nunca cá tinha entrado e isso foi maravilhoso.

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Oferecemos a todos um exemplar de Andersen e a sua Obra, do setubalense Silva Duarte. As crianças receberam livros infantis.

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A certa altura a jornalista da SIC Teresa Conceição entrou-nos pela porta acompanhada do seu operador de câmara. Boa surpresa essa de descobrir que alguém da comunicação social tinha dado pelo DLL e queria transformá-lo em notícia. Obrigada Teresa, por essa intenção e por nos ter escolhido a nós, uma livraria fora dos grandes centros. Gostámos de a ter connosco. Volte quando quiser.

A dado momento, sem o sabermos, a nossa máquina avariou e ficámos sem fotografias. Não podemos, assim, documentar com imagens a colaboração inesperada mas muito gratificante de dois leitores da Culsete, o poeta Almeida Santos e o ator Ricardo Campos que leu um poema de Assis Pacheco.

O Dia da Livraria e do Livreiro 2014 já passou, mas na Culsete ele repete-se todos os dias, porque todos os dias são bons para renovarmos a nossa paixão pela leitura, fazendo-o ao lado dos nossos leitores.

CULSETE – A PAIXÃO PELA LEITURA

domingo, 30 de novembro de 2014

30 DE NOVEMBRO –DIA DA LIVRARIA E DO LIVREIRO

 

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É hoje o nosso Dia, o DIA DA LIVRARIA E DO LIVREIRO.
Hoje é dia de Festa.
Festa da nossa livraria!
Festa do seus livreiros!
Festa dos seus leitores!
Já estamos de porta aberta à sua espera.
E não se esqueça de que a partir das 15 horas haverá animação literária e musical. E surpresas…
Apareça!
Venha fazer a festa connosco!

CULSETE – A PAIXÃO PELA LEITURA

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Padre António Rego vem à Culsete no próximo sábado

 

 

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No próximo sábado, dia 29 de novembro, pelas 16 horas, a livraria Culsete vai  apresentar no seu espaço o livro ETERNO AGORA, da autoria do PADRE ANTÓNIO REGO. A sessão contará também com a participação de ARTUR GOULART, que fará a apresentação da obra.
Eterno Agora é um livro singular que abre para um profundo diálogo poético com Deus, ao ritmo dos textos litúrgicos, acompanhando o seu ciclo anual, textos que, nas palavras de D. Manuel Clemente, “são sempre iguais no que dizem, da parte de Deus, e sempre novos no que nos dizem, no agora em que irrepetivelmente estamos”. (“Prefácio”, pp. 7-8)
No texto que serve de prólogo, o autor dá-nos a chave para o sentido do título: “E a Tua Palavra atravessando os tempos, tocando as culturas, iluminando a história, ficará como o selo do Verbo até ao fim dos tempos. Por isso és Eterno Agora.” (p.11)
Este é, certamente, um livro que marcará as leituras deste Natal.

 

CULSETE – A PAIXÃO PELA LEITURA


domingo, 23 de novembro de 2014

A Semana da Livraria e do Livreiro vai começar

 

DLL COM FOTOS

A partir de amanhã, 24 de novembro, e até domingo, dia 30, DIA DA LIVRARIA E DO LIVREIRO, a Culsete vai viver ainda com mais alegria a sua paixão pela leitura, recebendo os seus amigos leitores com um conjunto de pequenas coisas que marcarão a festa.

Já está em curso com manifesto agrado dos nossos leitores, e continuará pela semana fora, a campanha «Culsete Presentes de Natal 2014», posta em prática por nós como antecipação das comemorações do DIA DA LIVRARIA E DO LIVREIRO. Para estarmos mais próximos de todos, alargámos o nosso horário de atendimento e preparámos um conjunto de atividades que vão marcar a diferença.

Horário de porta aberta de 24 a 30 de novembro:

De segunda a sexta-feira: das 9:30 h às 13 h / das 14:30 h às 19:30 h
Sábado: das 9:00 h às 13 h - A partir das 16:00 h sessão com o Padre António Rego
Domingo: das 10:00 h às 13:00 h / das 15:00 h às 19:30 h

Atividades:

De segunda a sexta-feira

 Placar de post-its: Ao longo da semana convidaremos os nossos amigos leitores a escreverem uma frase sobre  a sua livraria, a Culsete, que será colada num placar à vista. Posteriormente, as duas melhores frases serão escolhidas para fazerem a promoção do nosso DIA DA LIVRARIA E DO LIVREIRO de 2015.
 
Sábado, 29, às 16 h

Sessão com o Padre António Rego e Artur Goulart para apresentação do livro Eterno Agora, da autoria de A. Rego.

Domingo, 30, DIA DA LIVRARIA E DO LIVREIRO

Animação literária e musical.
Participação de Virgínia Costa, José Nobre e Henrique Silva.

Todos os que passarem pela livraria no dia 30, incluindo as crianças, receberão um presente surpresa, que só poderá ser um ….

Venha dizer-nos que está connosco!
Venha afirmar que prefere comprar nas livrarias independentes!

CULSETE - A PAIXÃO PELA LEITURA

domingo, 16 de novembro de 2014

Eduardo Paz Ferreira na Culsete no próximo dia 22

 

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No próximo sábado, 22 de novembro, pelas 16 horas, a Culsete vai receber no seu espaço Eduardo Paz Ferreira que virá apresentar o seu livro Da Europa de Schuman à não Europa de Merkel. A seu lado estarão Viriato Soromenho Marques e José António Pinto Ribeiro, que farão a apresentação do livro.
Aqui fica o convite.
Connosco estará também José Teófilo Duarte, nosso parceiro em várias atividades de promoção de leitura.
Na contracapa do livro pode ler-se: “Num livro pontuado pela decepção, mas em que persiste a ilusão do grande sonho europeu, há ainda espaço para a apresentação de um programa geral de acção para a Europa: democratizar, desenvolver e "desgermanizar". Existirá uma Europa capaz de responder a este programa?”
Já conseguimos despertar a sua atenção para esta sessão? Julgamos que sim.
Vai ser uma grande tarde na Culsete. Apareça!

 

CULSETE – A PAIXÃO PELA LEITURA

Campanha Culsete Presentes de Natal: escolha connosco os melhores livros

 

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A pensar na melhor forma de ir ao encontro dos seus amigos leitores e clientes, a Culsete vai pôr em marcha, a partir de amanhã, 17 de novembro, uma campanha, a que chamámos «Campanha Culsete Presentes de Natal», corporizada em vales de bónus sobre compras efetuadas em novembro e a reverter sobre as compras de dezembro.

Venha à Culsete durante novembro, compre os livros de que precisar, ou outros artigos que temos à venda, e receberá um talão de bónus.

Esta campanha é válida para todos os artigos à venda na Culsete (exceto os que não têm margem comercial para tal, mas que são uma percentagem mínima), recaindo sobre qualquer valor de compra a partir de € 5,00.

Apareça!

Conte connosco! Contamos consigo!

CULSETE – A PAIXÃO PELA LEITURA

sábado, 15 de novembro de 2014

Dia da Livraria e do Livreiro 2014

 

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Novembro é o mês de olhar com mais atenção para as Livrarias e para os seus trabalhadores, os livreiros. O DIA DA LIVRARIA E DO LIVREIRO é, como já todos sabem, o 30 DE NOVEMBRO. E está a chegar.
O Dia da Livraria e do Livreiro é um dia de festa. Festa da livraria! Festa do livreiro! Festa da leitura! Festa do leitor!
A livraria e o livreiro estão apostados em “publicar a leitura”, aproximar o livro do leitor, dar a ler. Fazem-no de diversas formas, entre elas a leitura coletiva, a troca de ideias, a escuta, a partilha. São vários os caminhos da mediação. Há que reinventá-los todos os dias, há que combiná-los, há que convocar todos para esta tarefa. Os leitores são, para além de nossos convidados de honra neste e em todos os dias da nossa existência, tanto nossos parceiros como coautores e destinatários de todas as nossas ações.
Desejamos que todas as livrarias, em conjunto com os seus leitores, com autores e demais gentes do livro, comemorem o dia da livraria e do livreiro da melhor forma possível para que a festa se viva um pouco por toda a parte.
A Culsete vai comemorar este dia com todo o seu empenho, com muita alegria e várias iniciativas que desejamos sejam partilhadas por todos os que nos estimam. O 30 de novembro calha este ano num domingo, por isso estaremos de portas abertas à vossa espera durante todo o dia, queridos leitores.
Para além disso alargaremos a festa do Dia da Livraria e do Livreiro a toda a semana, instituindo assim a SEMANA DA LIVRARIA E DO LIVREIRO, começando a vivê-la a partir de segunda-feira, dia 24.
Venha à Culsete a partir de 24 de novembro, venha conviver com a sua livreira! Venha fazer a festa com a nossa equipa.
Estamos a preparar um grande programa que contará com diferentes momentos de mediação e animação. Estejam atentos: em breve iremos divulgá-lo.
Quem está fora e não vai conseguir passar por cá no dia 30 ou durante a semana, pode fazer-nos chegar uma mensagem não muito longa sobre o significado para si da livraria. Essas mensagens serão afixadas num placar e divulgadas.
Para já aqui fica o cartaz oficial do DIA DA LIVRARIA E DO LIVREIRO. Aproprie-se dele e divulgue-o junto dos seus amigos. Combine com eles e apareça na Culsete num destes dias. No dia 30, só por aparecer e participar na festa terá direito a uma surpresa. E as crianças também.
Pode procurar mais informação sobre o DIA DA LIVRARIA E DO LIVREIRO 2014 em
http://diadalivrariaedolivreiro.wordpress.com/

CULSETE – A PAIXÃO PELA LEITURA

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

O Encontro Livreiro a replicar-se, desta vez no Porto

 

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É com grande satisfação que nos damos conta de que o 1.º Encontro Livreiro do Porto e do Grande Porto está a chegar. É já no próximo dia 23, a partir das 15 horas, que vai haver novo convívio das gentes do livro, desta vez na Livraria Lello, no Porto.
A Culsete está muito feliz por ver este seu “menino” crescer e avançar por aí fora. Já acontecera Encontro em Trás-os-Montes e Alto Douro, agora no Porto. No próximo 29 de Março de 2015 o Encontro Livreiro vai reunir-se de novo em Setúbal, na Culsete.
Somos assim, nós os livreiros e leitores e demais gentes do livro, não paramos de defender o livro e a leitura onde quer que estejamos.
Agora o momento é de nos juntarmos todos no Porto. Até dia 23 e boas leituras!

sexta-feira, 31 de outubro de 2014

CULSETE – A PAIXÃO PELA LEITURA


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Depois de um período de paragem no blogue e no facebook, estamos de volta ao convívio virtual convosco, cheios de energia e preparados para a época que se avizinha, o NATAL DOS LIVROS.
Estamos também a pensar e a programar o DIA DA LIVRARIA E DO LIVREIRO, no próximo 30 de novembro. Fiquem atentos. Muita coisa vai acontecer proximamente na CULSETE.
Para já deixamos aqui uma nova imagem da livraria. Que vos parece? Vale ou não vale a pena encarar o mundo do livro com esperança?
Não se esqueçam de que um dos nossos lemas é e sempre foi LER É CRESCER!

domingo, 29 de junho de 2014

AQUI ESTÁ O CARTAZ DA II ARRUADA DE LIVROS CULSETE

 

Conforme prometemos, aqui estamos a publicar o cartaz da II Arruada de Livros Culsete, a ter lugar no passeio fronteiro à livraria de 4 a 13 de julho, entre as 15 e as 23 horas. São cerca de 30 os participantes, vindos de várias áreas das artes e da cultura.
Será uma oportunidade rara para terminar as suas tardes ou passar as suas noites em grande companhia. Ao ar livre ou no interior da livraria.

Aproveite para imprimir a programação ou passe pela livraria para a recolher.

 

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Aproveitamos para expressar publicamente a nossa gratidão a todos os amigos que se prontificaram a colaborar connosco nesta atividade. Sem o seu apoio e a sua colaboração certamente não conseguiríamos apresentar esta programação.

Queremos também agradecer à  Câmara Municipal de Setúbal, que mais uma vez nos dá todo o suporte logístico necessário, tendo também estabelecido contactos com dois dos participantes. Sem a sua ajuda dificilmente conseguiríamos realizar a Arruada.
Finalmente, agradecemos à equipa da DDLX, em particular ao seu diretor, a belíssima imagem da Arruada plasmada nos materiais de promoção.
Esta Arruada não é apenas da Culsete, é de todos os que a vão concretizar, pretendendo partilhar o seu contributo com os setubalenses e todos os que venham ter connosco ao longo destes dias.
Apareça. Não se vai arrepender. Os nossos convidados esperam e merecem a sua visita.

sexta-feira, 27 de junho de 2014

É JÁ AMANHÃ QUE RECEBEREMOS NA CULSETE ONÉSIMO TEOTÓNIO ALMEIDA

 

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Como sabe, é já amanhã, 28 de Junho, às 17:00 horas, que a Livraria Culsete vai receber Onésimo Teotónio Almeida.
Vem falar especialmente do seu último livro, Pessoa, Portugal e o Futuro.
Os leitores tanto de Onésimo como de Fernando Pessoa não vão querer perder esta sessão.
Apareça. Ouvir Onésimo Teotónio Almeida é sempre gratificante.

quarta-feira, 25 de junho de 2014

II ARRUADA DE LIVROS CULSETE: 4 a 13 de Julho

 

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É já no dia 4 de Julho que terá início a II ARRUADA DE LIVROS CULSETE, uma atividade livreira de promoção do livro, que contará com diversos eventos de animação e mediação da leitura e não só. Teremos  encontros de poesia, lançamentos e apresentação de livros, uma homenagem ao poeta Miguel de Castro, palestras sobre temas diversos, uma noite de cinema, além dos momentos musicais e da tarde especialmente dirigida às crianças.
Um programa de deixar todos com água na boca. Em breve indicaremos os nomes dos participantes. E que nomes!
Entre 4 e 13 de Julho, sempre entre as 15 e as 23 horas, vamos ocupar o passeio fronteiro à livraria e enchê-lo de livros, de sons, de pessoas.
Esteja atento. Sabemos que não vai querer perder esta Arruada.
Vai ser uma grande festa.

domingo, 22 de junho de 2014

ONÉSIMO TEOTÓNIO ALMEIDA VEM À CULSETE APRTESENTAR NOVO LIVRO

 

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No próximo sábado 28 de Junho, às 17:00 horas, a Culsete vai apresentar o novo livro de Onésimo Teotónio Almeida, Pessoa, Portugal e o Futuro.
Trata-se de um livro onde o autor reúne uma série de ensaios em torno da Mensagem, de Fernando Pessoa, e de outros temas pessoanos. A sessão contará com a colaboração musical de Bartolomeu Dutra.
Já aqui falámos deste livro quando do seu aparecimento no mercado livreiro, em 4 de Abril. Esperamos que tanto os leitores de Onésimo como os de Pessoa apareçam, pois o livro merece a nossa atenção e a nossa leitura.
Além disso, esta sessão é mais um pretexto para voltar ouvir essa grande personalidade da cultura portuguesa contemporânea que é Onésimo Teotónio Almeida.
Apareça. Vai ser um grande momento de partilha de pensamento na Culsete.

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sexta-feira, 13 de junho de 2014

Viriato Soromenho Marques em Setúbal com o seu novo livro

 

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Viriato Soromenho Marques apresenta hoje em Setúbal o seu novo livro, Portugal na Queda da Europa. Será na Casa da Cultura, às 22 horas.

Haverá oportunidade para trocar impressões com o autor sobre a crise que nos agride. Onde está a chave para este problema?
Que soluções nos apresentam os atuais líderes europeus? A dependência da Alemanha é uma fatalidade?
Apareça.  Nós vamos lá estar.

sexta-feira, 6 de junho de 2014

Parabéns, Livraria Espaço!

 

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Marisa Cordeiro Rodrigues, uma das proprietárias e livreiras da Espaço, na Culsete, durante o V Encontro Livreiro, em 30.03.2014

A Livraria Espaço e a sua equipa, com destaque para a nossa querida Marisa Cordeiro Rodrigues e para Liliana Cordeiro, está de parabéns, já que completa hoje 50 anos de serviço livreiro aos leitores de Algés. Estão também de parabéns todos  os habitantes daquela localidade por terem há cinco décadas quem os apoie na promoção do livro e da leitura com tanto empenho e criatividade.

Pode ler-se na página da Livraria que foi inaugurada, a 6 de Junho de 1964, por Armando Caldas e Armando Rodrigues, sendo hoje gerida pelas filhas deste último, Marisa e Liliana. Segundo sabemos, a terceira geração já está empenhada na livraria, o que são óptimas notícias. Desde sempre as questões cívicas e culturais foram uma preocupação daquele espaço livreiro, no sentido de esclarecer e educar, através da literatura, a população local.

A Espaço tem realizado, ao longo dos anos, diversos encontros com escritores, atores e cantores. Por lá passaram nomes como Mário Castrim, Alves Redol, José Cardoso Pires, Fernando Namora, José Saramago, Armindo Rodrigues, Rogério Paulo, Ary Dos Santos, José Afonso, Lília da Fonseca, Mário Dionísio, Jorge Semprun, Félix Cucurull, entre outros. Sabemos que o programa para hoje está recheado de atividades. Por isso sugerimos que quem estiver por perto vá até lá. Vai, certamente, viver um bom momento.

A Culsete e o Movimento Encontro Livreiro orgulham-se de incluir entre os seus aderentes e participantes esta livraria. Toda a equipa da Culsete felicita a Espaço. Que venham pelo menos mais cinquenta anos com a mesma crença e energia é o que desejamos.

 

Era assim a Livraria Espaço há cinquenta anos. Fantástica!

quinta-feira, 29 de maio de 2014

ONDJAKI VEM À CULSETE COM SONHOS AZUIS PELAS ESQUINAS

 

Ondjaki na Culsete

 

O serão do sábado  7 de Junho vai ser em grande na Culsete.
Vamos receber o premiadíssimo escritor Ondjaki que virá apresentar o seu novo livro de contos, Sonhos azuis pelas esquinas.
Apontem nas vossas agendas que a sessão terá início às 21:30 horas.
A propósito de prémios, Ondjaki acaba de receber outro, no Brasil, a juntar à gorda dezena dos já recebidos. Trata-se do Prémio FNLIJ 2014, referente à produção literária de 2013,  abrangendo várias categorias, tendo Ondjaki sido premiado na categoria de «Literatura em Língua Portuguesa». Anteriormente, em 2010, este prémio já lhe fora atribuído com o romance Avódezanove e o segredo do soviético.
A banca com todos os livros disponíveis do escritor já está pronta. Venha folheá-los.

quarta-feira, 28 de maio de 2014

FERNANDO DACOSTA: ILUSÕES E OUTRAS FICÇÕES

 

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Fernando Dacosta não se cansa de vasculhar o tempo de Salazar e a  convivência do ditador com o poder. Escreveu vários livros sobre o assunto. Na próxima sexta-feira teremos a oportunidade de falar com o escritor sobre os seus livros e muito mais. O mote é o Estado Novo, e a conversa vai ser de arromba. É que o convidado tem mesmo muito para dizer. Estão todos convidados. Apareçam.
É na próxima sexta-feira, 30 de Maio, às 22 horas, na Casa da Cultura de Setúbal.
A Culsete vai lá estar, claro!

sexta-feira, 16 de maio de 2014

Miguel de Castro: 16 de Maio, 2009 - 2014

 

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Miguel de Castro na Culsete, em 25. Março. 2000, na apresentação de Na Outra Margem da Guerra, de Ascênsio de Freitas

 

Já lá vão cinco anos que deixámos de poder ouvir a voz funda e meio grave de Miguel de Castro, mas dentro de nós ela continua a ecoar clara, sarcástica umas vezes, outras emocionada. Cinco anos? Parece que foi há meia dúzia de meses...
Em 2012 assumimos o propósito de viver o 16 de Maio como o DIA MIGUEL DE CASTRO. Aqui estamos a confirmá-lo, quando passa a primeira data redonda sobre a sua morte.
Vamos lê-lo juntos? Ler um poeta é trazê-lo para junto de nós. Ler um poeta é deixar-nos ir para o outro lado de nós, mais íntimo e simultaneamente mais livre para os outros, mais sensível, mais aberto ao fio estético da vida.
No final poderemos todos repetir com Sebastião da Gama:
“Já Bocage não é…
e Setúbal morria à míngua de poetas.
Oh! Miguel de Castro, poeta que vieste
matar uma sede de mais de cem anos.”

Vamos partilhar aqui alguns poemas de diferentes épocas, temáticas e formas, deixando ver a versatilidade do poeta, lado a lado com a permanência de motivos e temas. Primeiro um inédito, dedicado a Manuel Medeiros:

No ardor do verão

O suicídio talvez seja a opção
ao rés do mar    no ardor do verão

deitado à sombra do chapéu de cor
dar um tiro na boca é o melhor

Depois que venha a grande maré-cheia
furtivamente pelo chão de areia

levar-me sobre as ondas    marinheiro
navegando à bolina e sem veleiro.

Agora este, de Terral (1990):

Nos vidros

Rente nos vidros
De olhar o rio

A noite chega
Como um navio.

O próximo está incluído no livro De silêncio e de Formas, uma compilação de alguns inéditos editada em Novembro de 2013:

Três poemas onde o amor acontece
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Não sei de mim. Não sei nada.
Aconteceu – e eis tudo!
Tua boca de laranja
Aberta na madrugada.
(beijo e líquido veludo…)
Povoa o sonho que durmo
Na cama larga e vazia…
Foi tudo tão de repente!
E porque assim acontece,
Trago a morte no meu corpo
Trago o meu corpo doente.

Recuando ao seu primeiro livro, Fruto Verde (1950), encontramos o motivo que serve de título ao segundo:

Poeta   (Ao Dr. João de Barros)

Vive na mansarda
Como sonhos desafinados nos seus dedos.
Com névoas e perfumes e segredos,
Magro e iluminado…

Vive a fabricar estrelas
E deita-se com elas
Contente de ter virado…

Não o prendem cadeias
Nem algemas…
- É livre e grande como os astros!

… E não tem quem lhe compre os seus poemas!

De Mansarda (1953) leia-se

Hoje foi dia de procissão

Hoje foi dia de procissão.
Andaram com o Senhor morto às costas,
a mostrá-Lo a todos – e a cidade
inteira ressuscitou para O ver no caixão,
passeando como um Príncipe,
com velas acesas, música e comitiva.

Foi um grande espectáculo gratuito.

O poema seguinte está incluído n’ Os Sonetos.

Azul

Um céu de seda azul e porcelana.
A preguiçosa luz pelos telhados.
Olho o fulgor do rio incendiado
Até ao estuário onde começa

O atlântico mar encabritado.
Na descalça manhã de primavera
As gaivotas soletram pios loucos
Mas o calor está longe de chegar.

Qualquer dia vou passear contigo
Nas areias da Troia aqui tão perto
Procurando conchinhas nacaradas,

Despojos que as marés rolam na praia…
Por giestas em flor amar-te nua
Como um tritão que te roubasse ao mar.

Não podíamos deixar de incluir nesta breve passagem pelos livros de Miguel de Castro a quadra com que encerra Sinfonia do Cu (1993), porque poesia é sempre poesia, mesmo quando a temática é mais ou menos libertina, ou mais ou menos…

Eu ajudo

O meu amor só me quer
Com fartura de dinheiro.
Faça do cu mealheiro,
Eu ajudo o que puder!

Ao fechar os seus livros temos de concordar com aqueles que afirmam que ler Miguel de Castro vale sempre a pena!

 

Poema de Miguel de Castro dedicado a M. Medeiros (15.10.85)

quinta-feira, 24 de abril de 2014

FEIRA DO LIVRO CULSETE – 25 DE ABRIL 40 ANOS

 

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Esta tarde, a partir das 16 horas, a Culsete estará com livros sobre o 25 de Abril na Praça do Bocage. Vá lá passar uns minutos connosco.
Porém, por razões a que somos totalmente alheios, a partir de amanhã, 25 de Abri,e durante os dias 26 e 27 ESTAREMOS NA CASA DA CULTURA, mesmo ao lado da Praça do Bocage. Com os mesmos livros, com a mesma vontade de celebrar Abril.
O horário desses dias mantém-se: das 10 horas às 19;30 horas.
Apareça por lá. Vão estar à sua espera algumas personalidades das letras. José Ruy, Oliveira Castro e Jónatas Rodrigues são três nomes que desde já podemos anunciar. Outros aparecerão.
Venha conviver connosco, com estes escritores e com outros amigos que, entretanto, se juntarão a nós.

quarta-feira, 23 de abril de 2014

23 DE ABRIL, DIA MUNDIAL DO LIVRO

 

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Comemora-se hoje o DIA MUNDIAL DO LIVRO.
É mais uma chamada de atenção para o livro, muito mais do que um objeto de culto, uma fonte de descoberta, de pensamento,  de crescimento, de lazer, de saber, que nos mantém vivos e atentos. E a crescer e a participar e a voar para muitos sítios, dentro e fora de nós, e … e…
Para muitos o livro é um vício, uma pulsão, uma necessidade, o alimento para os seus dias.
Este ano, por estarmos tão envolvidos nas comemorações do 25 de Abril, não faremos na Culsete a habitual maratona de leitura a que já habituámos os nossos amigos e leitores.
Mas estaremos de portas abertas à vossa espera.
Como todos os dias.
Porque na Culsete todos os dias são dias do livro.

O Dia Mundial do Livro comemora-se a 23 de abril desde 1996, por decisão da UNESCO.  
“Esta data foi escolhida para honrar a velha tradição catalã segundo a qual, neste dia, os cavaleiros oferecem às suas damas uma rosa vermelha de São Jorge (Saint Jordi) e recebem em troca, um livro. Em simultâneo, é prestada homenagem à obra de grandes escritores, como Shakespeare e Cervantes, desaparecidos nesta data em 1616”.

O cartaz deste ano disponibilizado pela DGLAB, que reproduzimos, é uma criação da Lupa Design. Obrigado, Danuta.

terça-feira, 22 de abril de 2014

Feira do Livro de Abril

 

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A Culsete vai estar entre 24 e 27 de Abril na Praça do Bocage, quase em frente à Câmara Municipal, para celebrar os 40 anos do 25 de Abril. Com muitos livros, claro. Livros para todos. Livros que terão sempre desconto.  Haverá livros em promoção a partir de um euro.
Horário:dia 24, das dezasseis horas à meia noite. Restantes dias, das dez às dezanove e trinta.
Esperamos a visita de todos. Venham ao encontro de Abril, dos seus heróis, das suas palavras, através dos livros.
As crianças também terão muito por onde escolher.
Marcamos então encontro no Pavilhão Culsete da praça do Bocage. Apareça. Leve a família e passe palavra aos seus amigos.

 

quinta-feira, 10 de abril de 2014

10 de Abril, dia Sebastião da Gama

 

Foto de Sebastião da Gama

 

Hoje é 10 de Abril, dia de aniversário de nascimento de Sebastião da Gama. Há 28 anos, em 1986, entre 10 de Abril e 10 de Maio, a Culsete organizou, em parceria com a Câmara Municipal e o Museu de Setúbal – Convento de Jesus, uma atividade a que foi dado o nome de Evocação do Poeta Sebastião da Gama, escritor então um pouco afastado do convívio dos setubalenses. Pretendia-se que o poeta fosse lido e evocado pelo menos uma vez por ano, a 10 de Abril. Esse nosso desejo de então é hoje uma plena realidade. E a nossa ação foi determinante para tal.

Para além das sessões de abertura e encerramento, a Evocação centrou-se numa grande exposição de objetos pessoais do poeta, realizada por Ana Duarte e Fernando António Batista Pereira a partir da proposta de Fátima Ribeiro de Medeiros e Manuel Medeiros de ser recriado o ambiente de trabalho de Sebastião. Por aí passaram centenas de crianças das escolas do concelho e muitos cidadãos vindos de todo o país, desde antigos alunos a amigos, leitores e admiradores do poeta. Esta atividade foi acompanhada durante todo o mês por uma exposição venda dos seus livros.

Esta evocação teve a colaboração da família Gama e o envolvimento dos alunos das três escolas onde Sebastião lecionou, que, além de estarem presentes nos diversos momentos da evocação, trouxeram materiais importantes para o conhecimento do professor, como cadernos, livros autografados, cartas, com destaque para a carta de Manuel Botas, amplamente divulgada pela Culsete.

A 4 de Maio, aniversário de casamento de Sebastião com Joana Luísa, foi organizada uma romagem a Estremoz, ao Largo do Espírito Santo, inserida no âmbito da evocação, tendo Joaquim Vermelho, antigo aluno nessa localidade, organizado uma exposição que completou o programa.

Além dos testemunhos de antigos alunos e de amigos e conhecidos que com o poeta privaram, participaram nas várias sessões personalidades da cultura e da vida académica portuguesa como Maria de Lurdes Belchior, Matilde Rosa Araújo e David Mourão-Ferreira. Outros, como Fausto Lopo de Carvalho, não podendo ir, mandaram depoimentos para serem lidos. Os que foram oferecidos a Fátima e Manuel Medeiros foram incluídos em 2009 no livro Papel a Mais.
De todas as homenagens e evocações feitas desde então ao poeta da Arrábida nenhuma terá sido tão extensa, tão profunda e tão pluridisciplinar como esta.

domingo, 6 de abril de 2014

Jorge Fallorca, 1949-2014

 

Foto retirada de http://aventar.eu/

Ei-los que partem, uns atrás dos outros, assim, sem aviso prévio, tornando mais estreita a nossa “sozinhês”.
Só há meia dúzia de dias dei pelo seu silêncio no Cheiro dos Livros. Só ontem li blogue amigo dando a notícia. Era tarde. Fui fazer um chá, pensando em mais esta morte.
Só hoje consigo dizer ADEUS.
f.r.m.

sábado, 5 de abril de 2014

Escrita Amiga: Artur Cunha de Oliveira, «O Papa Francisco»

 

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Cunha de Oliveira na Culsete em 29.04.2012

 

O Papa Francisco não deixa de nos surpreender. E surpreende tanto mais quanto andávamos neste mundo carentes de uma figura e voz que moralmente se nos impusesse. O que por aí vemos são, na maioria dos casos, na política e na economia, videirinhos e opressores.

Pois a última do Papa Francisco foi alterar a ordem por que até aqui a Igreja Católica nos apresentava as virtudes cardiais, isto é, aqueles bons hábitos (que isto é que é, na essência, uma virtude) que são como que gonzos (cardinais) sobre que giram as nossas acções. Eram elas (antes desta ordem do Papa Francisco): Prudência, Justiça, Fortaleza e Temperança. Pois agora a ordem é: Prudência, Temperança, Justiça e Fortaleza. Nem mais: a Temperança em segundo lugar. E, neste tempo de uma civilização caracterizada entre o mais pelo consumismo: consumir, consumir, não há dúvida de que nos faz falta a Temperança: consumir, sim, mas com tempero. Que bom que seria todos colocarmos este ano a Temperança nos nossos consumos! Consumos de toda a ordem.

Artur Cunha de Oliveira
04.01.2014

sexta-feira, 4 de abril de 2014

Onésimo Teotónio Almeida: PESSOA, PORTUGAL E O FUTURO

 

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Temos andado nos últimos dias tão ocupados com as atividades na Culsete que o tempo se torna curto para tudo o que queremos fazer, sobretudo para dar atenção a muitos dos livros que nos têm chegado, entre eles Pessoa, Portugal e o Futuro, de Onésimo Teotónio Almeida.

É com bastante satisfação que anunciamos a chegada às livrarias desta obra, esperada com curiosidade por alguns dos leitores, quer do poeta e criador de mundos Fernando Pessoa, quer do filósofo e professor Onésimo Teotónio Almeida.

A obra divide-se em três partes. A primeira retoma um ensaio, aliás premiado, intitulado Mensagem, uma tentativa de reinterpretação, há muito esgotado, onde são aduzidas propostas de interpretação que partem da hermenêutica filosófica, divergentes das encontradas habitualmente, centradas em visões esotéricas, místicas e patrióticas da obra em questão.

A segunda e terceira partes do livro incluem textos publicados anteriormente em atas de congressos e outros volumes coletivos. Juntam-se pela primeira vez neste volume, permitindo um olhar diferente sobre as questões em apreço. A segunda parte ilumina e alarga alguns dos pontos de vista da primeira, dando o autor diferentes achegas para o aprofundamento do seu pensamento. Na terceira parte encontramos reflexões em torno de conceitos como pátria e língua, além de outros tópicos presentes nos textos pessoanos.

Como já nos fora dado ver/ler no livro de 1987, o olhar do filósofo dá um contributo incontornável para os estudos pessoanos. Não sabemos qual será a recepção deste livro por parte dos críticos e literatos que estudam e divulgam a obra de Pessoa, mas é nossa convicção que este é um livro a merecer leitura e releitura atenta, com a ponta do lápis para os sublinhados essenciais.

Sabemos, porém, que compreender e explicar o pensamento de uma personalidade como a de Fernando Pessoa é sempre um exercício intelectual que nunca pode ser entendido como definitivo. O próprio autor afirma ser sua “profunda convicção” o facto de que “Pessoa se compreendeu e auto-interpretou melhor do que alguém alguma vez conseguiu entendê-lo ou compreendê-lo e – mais ainda – escreveu sobre si próprio mais e melhor do que todos nós juntos em sucessivos livros e congressos.” (p. 194)

Agradecer a Onésimo esta publicação é pouco. Mas é o que fazemos por agora, como seus leitores e leitores do poeta da Mensagem.

 

 

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Onésimo Teotónio Almeida na Culsete em 14.07.2013

quarta-feira, 2 de abril de 2014

Ainda o V Encontro Livreiro

 

O movimento Encontro Livreiro convidou  para apresentar o chamado texto oficial do V Encontro o sociólogo Nuno Medeiros que se tem dedicado à análise e reflexão de questões relacionadas com o livro, as livrarias e a edição, tendo publicado vários estudos sobre estas temáticas, entre eles o livro Edição e Editores: o mundo do livro em Portugal, 1940-1970. O texto produzido por Nuno Medeiros abordou e introduziu o tema proposto para reflexão durante o V Encontro Livreiro.

 

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LIVRARIAS: PRESENTE E FUTURO

Como lançar o tema “Livrarias: presente e futuro” para o espaço de discussão e reflexão do encontro livreiro, designação que suscita apenas aparentemente uma homologia de sentidos conferida à palavra livreiro, que se deseja antes de mais uma noção alargada em torno do livro e dos seus praticantes: leitores, editores, tradutores, gráficos, distribuidores, capistas, ilustradores, revisores, autores, agentes de representação, formadores, bibliotecários, críticos e, claro, livreiros?
O desafio que me foi proposto para trazer à fase inicial da discussão do V Encontro Livreiro obriga-me ao confronto com várias armadilhas. Devo evitá-las? E como? Sendo eu filho de livreiros e, durante muitos anos, colaborador de ocasião e de permanência no espaço livreiro, o da Culsete, que nos acolhe, sou também filho de dois promotores iniciais desta ideia: Fátima Ribeiro de Medeiros e Manuel Medeiros. E tenho vindo a ser, na última década e meia, um estudioso de espaços e campos confluentes, da edição de livros à leitura. É uma declaração de interesses longa e heterogénea, que espero não me tolher o convite que farei para o debate a partir de algumas, poucas, ideias que procurarei delinear.
Antes de mais, convém abordar a própria categoria, para começar a pensar nela. O que é uma livraria? Como a definir? Quais os parâmetros e critérios da sua delimitação? Entramos em terreno que é mais escorregadio e rugoso do que parece, cujos ângulos se multiplicam a cada passo que damos. De que falamos, então, quando falamos de livrarias? A porta franqueia-se à complicação, diria antes complexificação. Sendo um espaço onde se vende livros, será um espaço onde apenas se vendem livros? Atiremos para a relação os espaços de papelaria onde se apresentam livros, ou de livraria onde surgem artigos de papelaria (assim como esta casa, a Culsete, mesmo que os livros ocupem espaço esmagador na proporção), ou ainda a livraria em que encontramos discos, e máquinas, e jogos, e livros. Juntemos espaços com configurações várias, como a livraria de pequena dimensão, a rede de livrarias culturais e com projecto comercial (veja-se exemplo de Óbidos, com o desígnio da obtenção do selo de Vila Literária através de iniciativas como a da rede de livrarias em elaboração), a livraria independente de maior dimensão (ou em rede), a livraria em rede, a livraria na rede.
Haverá aqui lugar para os espaços híbridos? Pergunta especiosa, pois como é fácil perceber, o carácter sincrético, misturado, impuro (palavra muito perigosa e que procuro evitar, dada a sua ressonância eugénico-cultural), da livraria, ou melhor, do espaço livreiro, é uma realidade em si mesmo. Como se desenha a linha do que é essencialmente uma livraria, do que não é? E constitui uma ordem física ou não? Visitem-se sítios electrónicos de venda de livros usados e raros e perceba-se que haverá nos seus colaboradores mais livreiros que espaços de livraria. A livraria em casa. De onde, através de cliques e idas aos correios se vai fazendo um negócio e mantendo vivo o sistema de circulação da palavra escrita, impressa e virtual.
A abordagem, portanto, não se encerra facilmente em gavetas operáveis. O que não quer dizer que se enverede por cair deliberadamente no dédalo da hiper-crítica, em que tudo é questionado até ao limite da inviabilidade de ser operacionalizado e de nos ajudar a pensar, decidir, praticar. Podia ainda ir pegar em aspectos como o da classificação em torno da existência ou não de atributos que legalmente definiriam a livraria, isto é, se um espaço de livraria entendido como espaço livreiro o é à luz de critérios de nomenclatura jurídica e administrativa. Uma parte da dificuldade de pensarmos a livraria de modo automático, logo redutor, virá certamente das transformações pretéritas sofridas pela palavra e pela polissemia que a parece ter caracterizado desde que o livreiro era também editor, distribuidor, vendedor, produtor. Outra parte da dificuldade reside seguramente na perspectiva de quem pensa a livraria, dependendo esta concepção dos seus gostos, hábitos, interesses, preferências.
Avancemos, pois corro o risco de me perder na velha rábula de Sócrates, que proponha como método certeiro para derrotar alguém pedir-lhe uma definição. As livrarias, na sua pluralidade, enfrentam hoje desafios e obstáculos insofismáveis. Não é possível iludir o encerramento sucessivo de livrarias históricas um pouco por todo o país. E outras, menos históricas, por idade ou estatuto atribuído, também têm perecido. O estado de coisas não é apenas nacional. Mesmo as livrarias de nicho, em Portugal normalmente viradas para a literatura de recepção infantil, enfrentam problemas. O panorama livreiro nacional é um panorama em muito caracterizado pela morte livreira, pelo padecimento, pelo estiolamento de espaços que muitos aprenderam a chamar seu – mesmo que eventualmente nunca lá tivessem ido ou lá fossem arribando apenas a espaços. A luta é constante e de desfecho frequentemente avassalador.
Por outro lado, como negar a resistência de projectos de criação ou recuperação, ressurreição até, de lugares devotados à venda e animação do livro? Não tenho presente essa contabilidade, a má e a boa, nem sei se está feita de modo sistemático e actual, mas sou confrontado com notícias paradoxais. Há, nesse sentido, um dinamismo, visível em encontros como este, ou como o de Trás-os-Montes e Alto Douro, onde já decorreram três encontros livreiros. Há aventuras auspiciosas, em locais surpreendentes.
O ciclo é um ciclo em aceleração, pautado pela velocidade de mudança, em que a morte é contrariada pelo nascimento de novos projectos. O universo corporativo, entenda-se, dos maiores jogadores deste diversificado tabuleiro, também tem demonstrado ritmo de transfiguração. E de onde a morte, o nascimento e a compra e venda não têm estado igualmente ausentes. E o processo continua. Mesmo aqui em Setúbal se prevê a vinda de um espaço de venda de livros para o novo centro comercial em construção.
O cenário não é, por isso, de apreciação simples nem imediata. Mas está em transformação acelerada nestes últimos anos pela conjugação de factores de todos conhecidos, nos quais a inserção em movimentações igualmente sentidas internacionalmente não desempenha certamente um papel menor. Refiro apenas quatro, provavelmente os factores mais decisivos, se exceptuarmos o contexto geral de contracção económica, com evidentes e duradouras repercussões em tudo quanto tenha que ver com o livro: a) a concentração editorial e, em escala e com contornos diferentes, o seu émulo livreiro; b) a transfiguração tecnológica e a adopção de novos produtos, vias de acesso e práticas de fruição; c) o crescimento dos espaços virtuais de venda, edição e criação autoral (e aqui também a explosão dos serviços de auto-edição e comercialização, mesmo quando maquilhados com chancela); d) o fim provavelmente definitivo do modelo de distribuição assente em empresas de maior ou menor dimensão sustentado num acompanhamento de venda por comissão através da proximidade e de modos de venda não assentes em ritmos vertiginosos de rotatividade editorial nem em compra de espaço de montra e de exposição.
A livraria tem de encontrar o seu caminho por entre um número alargado e volúvel de indicadores, tanto de entropia como de oportunidade, tanto de impedimento como de possibilidade. É verdade que o alinhamento do universo não é neste momento o melhor, mas o campo mudou inapelavelmente. E continua a mudar. Que fazer, então?
Não tenho nem quero oferecer um receituário. Não creio que existam panaceias, nem mesmo que cheguem a ser desejáveis. Mas ocorre-me um conjunto de perguntas. Onde tem estado a lógica colectiva, de debate e acção? Multipliquem-se espaços como estes, diversifiquem-se momentos como o que nos levou até à Culsete numa tarde como a do último domingo de Março. Expanda-se o recurso aos jornais e restantes meios de comunicação, até à televisão. Haja uma atenção aos blogues que por aí vão aparecendo. Não resisto a mencionar o da Edição Exclusiva (
http://edicaoexclusiva.blogspot.pt/), gerido pelo Nuno Seabra Lopes, perdoem-me a referência interessada, já que sou membro – muito preguiçoso – do mesmo. Mas há muitos outros, onde se procura discutir e pensar o universo do livro e que vale a pena espreitar e usar como recurso.
E a componente associativa? Seja para defender os interesses de representação de uma classe que nunca foi só uma, seja para dinamizar e forçar a associação existente, APEL, a abraçar novos rumos de intervenção no que concerne à questão – ou questões – livreira. Seja ainda para pensar em formas de ultrapassar condicionamentos antigos, como o reduzido poder negocial de compra e encomenda de entidades o mais das vezes fragmentadas, de tamanho reduzido e actuando isoladamente.
A capacidade de acção colectiva pode encontrar barreiras difíceis de ultrapassar em termos de uma agenda comum e de âmbito alargado, pois as prioridades e os interesses nem sempre são possíveis de harmonizar institucionalizadamente, através de uma nova associação, por exemplo, ou até da transformação da APEL numa federação de associações ou centros de representação distintos entre editores, distribuidores e livreiros. Mas a prática já demonstrou que é possível agitar as águas, pelo menos a julgar por casos recentes como a da intervenção de um conjunto de livreiros independentes (à falta de outro termo) junto das autoridades para obrigar ao respeito da Lei do Preço Fixo por outras entidades de venda do livro, algumas das quais assumidamente livrarias. Neste caso não foi necessária uma acção organizada em torno de um elemento de associação, mas apenas de mobilização concertada em torno de um desiderato específico.
Mas, por outro lado, o exemplo que aduzi acaba – e reconheço-o provocatoriamente – por contribuir para um reforço da heterogeneização do campo livreiro (não que isso seja mau ou indesejável), já se trata de uma espécie de luta intestina, livrarias contra livrarias, habitando embora lugares muito diferentes, como diferente e hierárquico é o seu posicionamento geoestratégico no circuito de comercialização do livro.
O tempo é pouco e as ideias muitas e em atropelo mútuo. Termino por aqui, nem sem antes fazer breve alusão ao terceiro termo, não formulado, da equação inicial: o passado das livrarias. O fecho de muitos destes espaços também encerra a potencial perda ou dissipação de material imprescindível ao conhecimento da cultura impressa e da circulação do livro em Portugal nos últimos cem anos. Essa potencial perda ou dissipação têm sido, aliás, a regra. Tal como para o património editorial, documental e não documental, fará muita falta continuar a alimentar um esforço de discussão e mobilização para a salvaguarda e estudo desse património livreiro, que engrossa, afinal, o património geral do que se convencionou chamar de História Contemporânea de Portugal. Sugiro uma incursão no sítio electrónico, pioneiro, sobre o arquivo histórico da editora e livraria Romano Torres (
http://fcsh.unl.pt/chc/romanotorres/).

Nuno Medeiros, professor e investigador em Ciências Sociais


 

terça-feira, 1 de abril de 2014

2 de Abril, Dia Internacional do Livro Infantil


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No dia 2 de abril comemora-se em todo o mundo o nascimento de Hans Christian Andersen. A partir de 1967, o dia 2 passou a ser designado por Dia Internacional do Livro Infantil, chamando-se a atenção para a importância da leitura e para o papel fundamental dos livros para a infância.
Para assinalar o Dia Internacional do Livro Infantil 2014, a DGLAB convidou a ilustradora Ana Biscaia, vencedora do Prémio Nacional de Ilustração do ano passado, para ser a autora da imagem do cartaz. Tal como tem sido habitual, o cartaz impresso será distribuído pelas Bibliotecas Municipais e por algumas livrarias de literatura infantil.
A Culsete orgulha-se de poder mostrar aos seus visitantes este  cartaz, ao lado de alguns de anos anteriores.

A mensagem do IBBY internacional, este ano da responsabilidade da Irlanda, pode ser
encontrada em http://www.ibby.org/index.php?id=269.
A seguir pode ler-se a tradução em português difundida pelo DGLAB:

CARTA ÀS CRIANÇAS DE TODO O MUNDO

Os leitores perguntam muitas vezes aos escritores como é que escrevem as suas histórias – de onde vêm as ideias? Da minha imaginação, responde o escritor. Ah, sim, dizem os leitores. Mas onde fica a imaginação, de que é que ela é feita, e será que todos temos uma?
Bem, diz o escritor, fica na minha cabeça, claro, e é feita de imagens e palavras e memórias e vestígios de outras histórias e palavras e fragmentos de coisas e melodias e pensamentos e rostos e monstros e formas e palavras e movimentos e palavras e ondas e arabescos e paisagens e palavras e perfumes e sentimentos e cores e ritmos e pequenos cliques e flashes e sabores e explosões de energia e enigmas e brisas e palavras. E fica tudo a girar lá dentro e a cantar e a parecer um caleidoscópio e a flutuar e a pousar e a pensar e a arranhar a cabeça.
Claro que todos temos uma imaginação: se assim não fosse, não seríamos capazes de sonhar. Contudo, nem todas as imaginações são feitas das mesmas coisas. A imaginação dos cozinheiros tem sobretudo paladares e a dos artistas mais cores e formas. Mas a imaginação dos escritores está cheia de palavras.
E nos leitores e ouvintes das histórias, as imaginações fazem-se com palavras também. A imaginação do escritor trabalha e gira e molda ideias e sons e vozes e personagens e acontecimentos numa história, e a história é apenas feita de palavras, batalhões de rabiscos que marcham ao longo das páginas. E depois chega o leitor e os rabiscos ganham vida. Ficam na página, parecem ainda rabiscos, mas também brincam na imaginação do leitor, e o leitor começa igualmente a desenhar e a rodar as palavras de modo a que a história se crie agora na sua cabeça, tal como tinha acontecido na cabeça do escritor.
É por isso que o leitor é tão importante para a história como o escritor. Há apenas um escritor para cada história, mas há centenas ou milhares ou mesmo milhões de leitores, na própria língua do escritor ou traduzida para muitas línguas. Sem o escritor, a história nunca teria nascido; mas sem os milhares de leitores em todo o mundo, a história não viveria todas as vidas que pode viver.
Cada leitor de uma história tem alguma coisa em comum com os outros leitores da mesma história. Separadamente, mas também em conjunto, eles recriam a história do escritor com a sua própria imaginação: um ato ao mesmo tempo privado e público, individual e coletivo, íntimo e internacional. Isto deve ser o aquilo que o ser humano faz melhor.
Continua a ler!
Siobhán Parkinson
Autora, editora, tradutora e distinguida com o Laureate na nÓg (Children’s Laureate of Ireland).
Tradução portuguesa: Maria Carlos Loureiro

segunda-feira, 31 de março de 2014

FIM DE SEMANA EM CHEIO II


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No domingo, 30, tivemos na Culsete o anunciado Encontro Livreiro, em quinta edição. Alguns participantes chegaram ainda de manhã, ajudando a dar os retoques finais na sala. Os restantes começaram a chegar pelas 15:00 h, conforme programado. Estiveram representados livreiros, editores, trabalhadores do livro em diversas áreas, investigadores, autores, bloggers, jornalistas, leitores.
Depois das boas vindas e apresentação do programa, passou-se à entrega do diploma Livreiros da Esperança, atribuído a Antero Braga, da Livraria Lello, no Porto, sempre um momento alto do Encontro. De seguida, Nuno Medeiros leu o chamado texto oficial do V Encontro, refletindo sobre as livrarias no presente e no futuro, dando assim o mote para a discussão posterior, que foi viva e muito participada, mostrando diferentes perspetivas e olhares.
O Encontro começou ao som da voz e da guitarra de Henrique Silva e decorreu entre cálices de Moscatel de Setúbal. Foi positivo, deixou no ar muita coisa para refletir, para amadurecer, para procurar fazer. O relato oficial será redigido, como sempre desde o terceiro Encontro, por Rosa Azevedo. Ficam aqui apenas as primeiras impressões.
 
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Luís Guerra, um dos “pais” do EL, chega antes das 15:00 h e calmamente aguarda a chegada dos restantes participantes.
 
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Com ele veio o Manuel Guerra, preparado para tirar as melhores fotos do Encontro, deixando estas com vontade de desaparecerem para sempre.
 
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Os livreiros do norte chegaram por volta do meio dia e aproveitaram para almoçar um belo peixe assado. Vieram a Virgínia do Carmo (na foto)  e a Alice Pires, da Poética, em Macedo de Cavaleiros, e o António Alves, da Traga-Mundos, em Vila Real.
 
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Pouco depois  chegava a delegação de Lisboa, a Andreia Azevedo Moreira, o Francisco Belard e o Nuno Fonseca.
 
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O Joaquim da A das Artes, em Sines, ao chegar encontrou logo o José Francisco.
 
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Francisco Belard aproveita para o último cigarro junto a uma das montras da Culsete.

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Henrique Silva prepara-se para nos encantar com… 
 
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… os acordes da sua guitarra e a sua voz.
 
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Ainda há tempo para espreitar as estantes.
 
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Batista Lopes, da Âncora, participa pela primeira vez no EL.
 
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Os sorrisos e olhares brilhantes de Maria Clementina, Rosa Azevedo e António Alves fazem adivinhar um bom Encontro.
 
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Por toda a livraria surgem conversas…
 
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… conversas…
 
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… e mais conversas.
 
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E leituras atentas. A leitora é Marisa Cordeiro Rodrigues, da Livraria Espaço, em Algés, que saudamos especialmente por ser uma estreia no Encontro Livreiro e também pelo 50.º aniversário da sua livraria, um espaço de leitura aberto por seu pai e que Marisa continua a desenvolver com as irmãs.
 
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Há ainda espaço para esperar serenamente, de sorriso nos lábios…
 
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… ou rindo abertamente, como Caroline Tyssen após o encontro com Antero Braga.
 
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Finalmente, o EL vai começar e todos procuram um lugar.
 
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Depois das boas vindas dadas pela anfitriã, Fátima Ribeiro de Medeiros, é a vez de Rosa Azevedo introduzir o programa deste EL…
 
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… passando a palavra a Luís Guerra, que apresenta o primeiro momento alto da tarde…
 
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… a entrega do diploma Livreiros da Esperança 2014 a Antero Braga, da Livraria Lello, no Porto.
 
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O homenageado agradece o Diploma e produz um discurso em que refere algumas questões pertinentes para o debate que se seguirá, ideias que Antero Braga retomará ao longo da tarde.
 
 
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Rosa Azevedo volta a pegar na palavra  para introduzir o segundo momento alto do EL, a leitura do considerado texto oficial do V Encontro, pedido a Nuno Medeiros.
 
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Nuno Medeiros lê o seu texto, uma brilhante reflexão sobre o presente das livrarias e como se pode perspetivar o seu futuro, passando por uma referência ao passado. Depois desse momento a discussão abriu-se a todos os presentes que quiseram intervir.
 
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Joaquim Gonçalves lê a sua divertida e irreverente paródia, uma metáfora inteligente sobre o momento presente.
 
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Toma depois a palavra  Virgínia do Carmo, da Poética, em Macedo de Cavaleiros, para falar sobre os Encontros Livreiros de Trás-os-Montes e Alto Douro…

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… para voltar a Antero Braga…

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… que entrega o microfone  a  Fernando Alagoa, sob o olhar atento de Caroline Tyssen.
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Depois de Rosa Azevedo ter lido mensagens de Dina Ferreira, da Poetria, do Porto, de Maria de Lurdes Santos, da Esperança, no Funchal, e de Eduardo de Sousa, da Letra Livre, é a vez de Maria Clementina ler a mensagem enviada por Daniel Melo.

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Francisco Belard dá também o seu contributo…

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… passando a palavra a  José Soares Neves, uma estreia no EL.

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Outros foram falando, repetindo intervenções e reafirmando opiniões, até que Caroline Tyssen teve de despedir-se, dizendo breves palavras e encenando um passe de dança com Antero Braga que acabou em abraço.

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Ainda houve tempo para ouvirmos José Gonçalves…

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… Jónatas Rodrigues…

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… e António Manuel Venda.

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Demos então por concluído mais um Encontro Livreiro, o quinto. No final ainda houve tempo para as últimas conversas. Depois alguns de nós partiram ao encontro do ótimo choco frito, o que também já é uma tradição, mas disso não temos reportagem.


Até 2015, no último domingo de março, para o VI Encontro Livreiro.