terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Hoje é dia de dar parabéns a dois amigos

 

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Hoje é dia de dar parabéns a dois amigos da Culsete. Amigos muito especiais. Estamos duplamente em festa.
O primeiro é Urbano Bettencourt. O poeta e professor defendeu ontem, 24 de Fevereiro, na Universidade dos Açores, e de forma brilhante, a sua dissertação de doutoramento. Mais um caminho percorrido, como sempre de mãos dadas com a família e o apoio de todos os amigos, mesmo  os de longe. Como gostaríamos de ter lá estado! Mas o mar, esse mar imenso, interrompe muitas vezes os nossos desejos.
A obra de José Martins Garcia foi o objeto deste trabalho, cuja publicação aguardamos com muita curiosidade, esperando que não demore muito a aparecer. Que venham agora mais livros de poesia. Parabéns, muitos, muitos, e um abraço muito apertado, extensivo à São, à Sara e à Mariana.
Do seu facebook, e sem pedir autorização (desculpa!), retirámos o texto que se segue, onde é referido Manuel Medeiros, o livreiro desta casa.

JOSÉ MARTINS GARCIA:
Não me pronunciarei sobre a tese que escrevi sobre um grande escritor que admiro.
Deixo apenas um excerto do texto que li esta manhã, a apresentar ao público e ao júri o meu projecto de investigação:

« (...) Fazendo um breve exercício de memória, creio que a escolha da obra de José Martins Garcia, particularmente na sua vertente satírica, começou há quarenta anos, quando, em finais de 1974, Manuel Pereira de Medeiros, o Livreiro açoriano de Setúbal, me chamou a atenção para um livro que trazia um título esquisito, «Katafaraum é uma nação«, e me deixou ainda outras informações de natureza extraliterária, que, aliás, nunca interferiram no meu relacionamento com a obra. Nesse livro chamou-me a atenção o «tom» da narrativa inicial sobre a docência que se esgota no método e na análise da metodologia do método, num jogo de espelhos verbais que se desdobram até ao infinito, esterilmente; mas detive-me em especial na segunda parte do livro, em parte pelos conteúdos narrativos (a guerra em África, entre outros), em parte pelo jogo irónico com alguma nomenclatura gramatical conhecida.
Depois, no ano letivo de 1975-76, o acaso fez-me aluno de José Martins Garcia numa cadeira de Linguística e pude, então, voltar a «Katafaraum» já com outra competência de leitura e descodificar aquilo que me escapara inicialmente: o tratamento irónico a que também aí eram sujeitos nomes e conceitos como Chomsky, competência, «performance».
Eu, afinal, tinha chegado à Linguística por portas travessas, e entre o discurso sério das aulas e o discurso irónico da ficção devo ter balançado bastante. O discurso da ficção acabou por prevalecer…»

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O segundo é José Teófilo Duarte, queridíssimo amigo, grande parceiro da Culsete. A sua DDLX faz hoje 10 anos. Dez anos é muita vida, muitos sorrisos e gargalhadas, muita solidariedade, muitos folhetos, cartazes, livros, revistas, muita forma de comunicação, muito design. Parabéns a toda a equipa DDLX, parabéns também a F.S., já que o trabalho e o sucesso de cada um tem muito dos seus pares.
Cá estaremos para acompanhar os próximos 10 anos desta empresa de sucesso, prontos para rever aquilo que já foi feito, conforme promessa feita no blogue.
Parabéns, também muitos, muitos, e mais outro abraço muito apertado.

E obrigado por tudo. Aos dois.

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